terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

hoje






de passagem


Não toca. Faz quase duas semanas que nem um apito, nem uma pequena vibração; nada. O teu telemóvel traduz bem o meu estado de espírito em relação aos teus insistentes kicks in my ass. Questiono-me durante dias e nas noites em que mal durmo esta tua queda para o vazio opcional. Em tempos disseste, correste, mais importante quiseste (me). Ainda o queres mas não podes, dizes. Não te podes envolver, não agora. Por egoísmo. Porque falta-te o tempo para a tua psp, o teu plasma gigante e as tuas noites de borracheira de caixão a cova. Ao contrário do teu, o meu toca, insistentemente. Mensagens, toques, chamadas quando a falta da minha voz ao teu ouvido te bate mais fundo e te tornas sentimental. Jurei (te) silêncio e afastamento. Não te devo justificações e não sou tua. Pertenço só a mim e ao meu mundo. Prometi (me) calar por tempo indeterminado, responder o básico ou não, pra te fazer lembrar que também eu tenho um que bate cá dentro e dói quando não te manifestas. Não sou tua quando te lembras, quando percebes que não consegues estar só por mais que lutes pelo contrário. Nunca serei. Não desse jeito. Ès criança e ainda não percebes. Dou-te desconto por isso. E tu pedes com o teu jeito desalinhado que te ensine quando baixas os braços e tentas não (me) fugir. Porque (me) gostas, já o disseste. E eu...eu também (te) gosto, quando és aquele que dá ao desbarato e não reclamas. Quando te permites ser aquele que deste a conhecer no primeiro dia e não aquele que foge porque a outra te deixou assim. A leste. Magoado.
Porque no final de contas és tu que me abraças quando estou de costas para ti de frente para o fogão e pedes-me baixinho ao ouvido para ficar. E isso mata-me. De medo. O meu ass está demasiado preto pra também levar um kick teu, e isso nem hoje nem amanhã me fará aninhar ao teu lado. Enquanto também não quiseres permanecer.

e na soma de tudo, "para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro."

Leonard da vinci

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ando com o sono todo trocado deito-me de dia acordo a noite e não tem explicação muito menos motivo.


dizem!?!


sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Perguntas.... agora Respondo.


got it?

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quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

into your wild world


imagino-te assim, livre em cada onda, só tu e o mundo e perco-me nas tuas estórias a cada linha de aventura.

Falo de ti ;)

Porque hoje faz mais sentido que nunca. Estavas lá e ainda permaneces. Em silêncio, sem cobrar, sem nada em troca. E isso faz com que o meu coração seja teu, aos poucos, de cada vez. Obrigada.



aquele xi bem apertado. com sabor a mim, a ti, a nós.

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Friends, Lovers or Nothing


Lixado quando o corpo exalta carência e o coração só procura entrega.


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segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

slow dancing in a burning room


 Porque existem músicas que mexem comigo. E só por isso bastam.
(assim como tu, damn it)
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somersault


“Mas gostava que soubesses que já gosto muito de ti, embora ainda não tenha tido tempo de saber o que é isso de gostar muito de ti. Não faz mal, logo se vê. Não, o que me assusta mesmo muito, quase terror por vezes, é depois não poder voltar atrás, tão simplesmente como quem põe uma fita de cinema a rebobinar. Quero dizer, depois de começar a gostar de ti como gosto, já não consigo desfazer isso que se fez, sei lá o quê, o que tu quiseres, isso tudo, o que nos traz juntos até aqui, se tu quiseres.”

Muito, meu amor por Pedro Paixão

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domingo, 31 de Janeiro de 2010

lost in my own translation


Por vezes do inesperado nasce uma feição, uma amizade, uma paixão. Intemporalidades. Porque no coração não existe tempo real nem um momento concreto em que se apreende um olhar, uma pequena simpatia ou incluisve se dá a mão. Não há um segundo em que se deposita a nossa confiança em alguém e se lhe entrega a alma. Onde realizamos que é o tal ou outro a si se seguirá. É por isso que cada vez que te olho em imaginação roubo ao tempo o seu tempo e faço-o parar; tique taque após tique taque. Não gosto de impôr àquele que sente [o coração], ao seu batimento, um relógio de parede estático e sem côr. Uma hora ou um minuto, porque isso significaria que teria também um tempo para te perder, para desvanecerem as tuas imagens quando os olhos se fecham e o doer fala mais alto. Saber que sempre que os ponteiros se encontrassem seria mais um dia sem te ouvir. E eu gosto do que provocas e baralhas em mim. O carinho que te possuo não pode ser medido em ângulos de 360º percorridos a cada 60 minutos. É algo que se dá porque se gosta, cuja conquista leva o seu ritmo e um mimo uma eternidade. Por isso procuro a cada dia novas palavras tuas, porque isso de estranha forma reconforta a alma e renova o sorriso. è o que fica . O que escreves eu guardo-o cá dentro porque em papel não possuem tanta força e sempre te posso ter mais perto de mim.
Para o T. - dos caracóis com ritmo.


"O nosso amor é de papel (...) e no papel há-de ficar, para sempre escrito nas minhas palavras. E se um dia se transformar em qualquer outra coisa, será sempre numa outra forma de amor, porque o papel vem das árvores, mas o amor vem do amor e nunca morre, mesmo depois de cortado, prensado e transformado, porque amor é como plantar uma semente e tu já plantaste a tua no meu coração."

by MRP